O jogador Elano ameaça deixar o Peixe e revela tentativa de sequestro do pai

Jogador reconhece que errou ao tentar a cavadinha, mas diz que não aceitará novos protestos. Pai dele foi refém de bandidos na segunda-feira

O meia Elano, do Santos, não se escondeu. Após a derrota por 5 a 4 para o Flamengo, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro, jogo em que perdeu um pênalti de forma infantil, tentando uma cavadinha displicente e jogando a bola nas mãos do goleiro Felipe, o jogador do Peixe veio a público para avisar que se continuar sendo vaiado da forma como foi, deixará o clube.

– Aqui é a minha casa, é onde eu me sinto bem. Mas não estou disposto a passar por essas situações (vaias). Prefiro ir embora. Principalmente porque eu tenho cinco anos de clube e quatro títulos, inclusive uma Libertadores. Minha trajetória é de coisas boas e títulos e não de erros – afirmou o jogador.

O jogador revelou ainda que está passando por um momento bastante complicado. Depois de fracassar na Copa América, quando também desperdiçou uma batida na disputa por pênaltis contra o Paraguai, nas quartas de final, ele viveu um trauma.

Na última segunda-feira, o pai de Elano foi refém de assaltantes que invadiram o sítio da família em Iracemápolis, no interior de São Paulo. No dia seguinte, os bandidos ainda tentaram sequestrar o pai dele.

Elano coletiva santos (Foto: Divulgação Santos FC)
Elano admitiu o erro 

– Na segunda-feira à noite, eu recebi uma ligação da mãe das minhas filhas para que fôssemos juntos à igreja. Quando eu estava lá, meu funcionário me ligou avisando que meu pai estava amarrado no sítio. Invadiram e levaram algumas coisas, inclusive minhas camisas da Seleção que eu dei para ele. Felizmente, na hora eles não sabiam que era meu pai. Ontem (na última terça-feira), já sabendo, voltaram para sequestrá-lo, mas não conseguiram – explicou.

Mesmo com o tom duro do início, Elano terminou sua coletiva pedindo desculpas aos torcedores. Reconheceu que errou ao optar pela cavadinha. Mas reiterou que não aceitará hostilidades.

– Eu treinei penalidades durante a semana e fui bem. Meu erro foi tentar um outro tipo de batida no jogo. Reconheço isso. Se eu estivesse na torcida, também vaiaria. Mas acho que, como eu disse, eu tenho muitas conquistas e acertos. Errei, reconheço, mas passou. É uma semana para eu esquecer.

 

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